Um desalentado homem dirigia-se à zona portuária de Londres com a intenção de jogar-se de uma ponte e suicidar-se – conta o escritor John Castleberry. Um pouco antes, deteve-se para observar uma exposição de quadros de pintores célebres, quando sua atenção foi providencialmente despertada para o famoso quadro do pintor Watt, denominado “A Esperança”. Nele, uma jovem com os olhos vendados está sentada numa esfera escura, que representa o universo, a dedilhar uma harpa que continha apenas uma corda inteira, ou “um fio de esperança”; as demais tinham arrebentado.

Aquilo foi suficiente para que, com um novo ânimo de viver, mudasse de idéia, pois refletiu que ainda lhe restava um lar e um inocente filhinho por quem lutar. Era o seu fio de esperança.

Toda pessoa precisa de esperança, mesmo que seja “apenas um fio”, senão entra fatalmente numa espiral de depressão e desespero. Principalmente num mundo marcado por desencantos, a esperança é um artigo não somente valioso, mas também imprescindível.

Na vida, há desencantos de toda sorte. Quando um governo é eleito para fazer o bem e trazer prosperidade à nação, mas, em vez disso, surrupia o erário e cria uma cleptocracia para encher o bolso de poucos larápios; quando as artes, em geral, beiram a fronteira da loucura e se inspiram na fonte da futilidade; quando o mau uso da ciência tornou-se o grande vilão da deterioração ambiental; quando a religião deixa de oferecer respostas e, em vez disso, busca o lucro, gera escândalos e guerras – o que sobra senão descrença e desesperança?

O Brasil se decepcionou com a suposta “esperança venceu o medo” da esquerda petista e agora aposta na esperança da eleição de um capitão no extremo posto do espectro ideológico, para consertar o que os governos anteriores deixaram de “herança maldita”. Quem não espera que dê certo?

Mas de que esperança realmente precisamos na vida? O que devemos fazer para obtê-la? Ou será que há algo mais que um fio de esperança, em possamos colocar a nossa confiança?

A esperança de que precisamos tem que abranger uma dimensão que aponte soluções para o futuro e dê respostas à nossa vida presente. Por isso ela não deve encerrar o sentido de incerteza que se aderiu ao nosso vocábulo português (quando dizemos cautelosamente: “Espero que assim seja”).

No conceito bíblico não há esse sentido de incerteza, pois, ao contrário, a esperança sempre significa uma expectação confiante.

O Evangelho exibe uma dupla esperança: no futuro, vinculado ao retorno de Cristo, à ressurreição do corpo e ao aniquilamento do pecado, da dor e de todos os outros tipos de males do mundo. Isso inclui a esperança da perfeição final por causa da presença gloriosa de Cristo.

Todavia, o Evangelho não promete que só participaremos do “bolo” quando esse tempo chegar; na verdade, podemos começar a “cortar as fatias” aqui e agora. Há a esperança de uma vida nova e abundante, agora mesmo, como disse Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

Desse modo, não importa se seus problemas são antigos ou peculiarmente difíceis; ou se foi enganado no tocante aos seus verdadeiros problemas, gastando a poupança de uma vida toda e recebendo em troca apenas paliativos.

Mesmo que a sua esperança tenha sido repetidamente despedaçada, e agora vive assaltado pelo medo. Mesmo que tenha tentado e falhado, ou se vive deprimido; ou tenha desistido de tentar, ou acalente tendências suicidas.

Mesmo que tenha sofrido todas as experiências abaladoras e deixado de crer na possibilidade da esperança, saiba que Jesus Cristo ama você e quer lhe dar uma firme e viva esperança.

Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém


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